Writing about music is like dancing about architecture-Frank Zappa melofobia@gmail.com



World Science Festival 2009: Bobby McFerrin Demonstrates the Power of the Pentatonic Scale


World Science Festival 2009: Bobby McFerrin Demonstrates the Power of the Pentatonic Scale from World Science Festival on Vimeo.

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Vícios I




Edward Sharpe & the Magnetic Zeros
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Playing the Building




O David Byrne decidiu pôr vários prédios espalhados pelo mundo a tocar. Um trabalho de engenharia e de fios e cabos melhor entendido se visto no vídeo, que mostra a instalação em Nova Iorque há um ano. Agora está em Londres. Sempre à frente este senhor.

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Assim vai a parvoeira


«Para assistir ao concerto dos Faith No More assistiu-se apenas às prestações de Úria, Coração e Guillul. Que foram, em termos subjectivos, extraordinárias. Úria (e banda) lembraram a mítica The Band. Coração apresentou-se de preto, e a dado momento virou as costas ao público, com a guitarra de pernas para baixo nas costas: era a imagem decalcada de Johny Cash. Fiel ao espírito do Man In Black, Coração acelerou as canções fazendo-as ganhar um ritmo vertiginoso, gritou as letras, dançou de pernas abertas e converteu gente que perguntava "Quem é este tipo?" ou exclamava (acreditem) "Mas isto é português!"», in Ipsilon por JB

I rest my case




'Land of Shunshine' - Faith no More no Sudoeste
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Três músicas para uma terça-feira



'Walkabout' - Atlas Sound feat Panda Bear (ou Bradford Cox com Noah Lennox)


'Smoke Bros' - Amazing Baby


'Dance With Somebody' - Mando Diao

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O Thurston Moore é que sabe




L'Enfance Rouge

O Thurston Moore dos Sonic Youth anda pr'aí a dizer que os L'Enfance Rouge são um dos melhores grupos europeus do momento, mas basta ver os primeiros segundos deste vídeo e afastar o francês do nome para perceber quem influencia quem no meio disto tudo. Até a loira é parecida. Fora o pequeno auto-felácio de Thurston, este grupo que nasceu ali onde a Europa encontra o Norte de África, é interessante por si só ao juntar os ritmos tradicionais que os rodeavam com o noise e códigos mais rockeiros. Auto-caracterizam-se internacionalistas, anti-imperialista e assumidamente anarquistas e amanhã passam por Sines. À pala.

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Alive!09



Klaxons

Os Klaxons estavam encarregues de continuar a boa campanha do palco secundário, depois do muito comentado concerto dos TV on The Radio. A tarefa não era fácil, mas os britânicos estiveram à altura.

O trio, que no palco passa a quarteto com um baterista convidado, já não demonstra em concerto o nervoso miudinho que marcou a sua actuação há dois anos lá mais para os lados de Sacavém. Uma evolução natural para uma banda que conta com um primeiro álbum como "Myths Of The Near Future", um caldeirão de new-rave, electro-punk, rock e pop assumido, carregado de verdadeiros singles que fizeram as delícias do muito público que os brindou com a sua presença num espaço perfeito para a exigência dançável das suas criações. 'Atlantis to Interzone', 'Golden Skans', Two Receivers', Magick', 'It's Not Over Yet', 'Gravity's Rainbow', enfim, as canções sucediam-se ao ritmo de um DJ set, na pessoa dos três britânicos meio alucinados e vestidos à la Star Trek meets Abba.

Os mais atentos estariam de olhos bem abertos para consumir em primeira mão por cá os tais novos temas que o trio anda a prometer há algum tempo. E a verdade é que os britânicos foram simpáticos ao mostrar pelo menos dois. Títulos nem ouvi-los, já que foi parco em conversa o principal vocalista Jamie Reynolds, mas uma busca rápida leva-nos pelo menos a 'The Parhelion', canção que até já teve direito a mudança de nome já que antes chamava-se 'Valley Of The Calm Trees'. Cheios de retoques fantasmagórios, os novos temas puseram quase toda a gente a dançar e abriram, e bem, o apetite para o segundo disco, entretanto adiado para 2010.



Eagles of Death Metal

Os Eagles of Death Metal apresentaram-se ao público do Alive cheios de vontade de animarem a malta, pouca ainda a esta hora, mas conhecedora. Ao primeiro olhar foi notória a falta de Josh Homme dos Queens of The Stone Age na bateria, mas o facto foi rapidamente apagado porque Jesse Hughes, o vocalista da bigodaça à motoqueiro e o cabelo à Tom Petty, encarregou-se de pôr o público a mexer, saltar e celebrar o puro e duro rock n' roll.

As guitarras são a alma e a base desta banda sempre mutável que esta tarde se apresentou como quarteto. Assim uma espécie de arma sempre pronta a invadir a terra com o poder do rock. Tudo comandado por Hughes, a figura onde todas as atenções se centram. Ele abana as ancas. Ele faz de maestro de um coro de berros do público. Tira a t-shirt. Enfim, é a personificação da cabeça aos pés da estrela de rock à antiga, daqueles que andavam com a guitarra nas costas pelas estradas intermináveis dos EUA. 'Heart On', 'Anything 'Cept the Truth', 'Whorehoppin (Shit, Godmann)', 'I Want You So Hard (Boy's Bad News)', dedicada aos Placebo, 'Wannabe In L.A', foram algumas das canções que se ouviram quando o sol começou a aproximar-se do «oceano», tantas vezes evocado por Hughes como umas das razões por estar a adorar a passagem por Portugal.




Ting Tings

«Esta é a primeira vez que tocamos em Portugal. Estamos muito contentes de estar aqui. O meu português é uma grande merda por isso vamos mas é começar», isto lido num português com sotaque inglês e temos as boas vindas de Katie White dos Ting Tings ao público que deixou os Prodigy no palco principal, para os ver no Palco Super Bock. E nem precisou ser muito para deixar o duo contente com a estreia por cá. A verdade é que "We Started Nothing", o primeiro disco do grupo, deixa qualquer um curioso sobre a sua apresentação ao vivo, para pelo menos confirmar se Katie e Jules de Martino chegam para a festa. E chegam.

Enquadrados por samples, muitos deles repetidos em coro pelo público, os dois músicos - ele na bateria, ela nos teclados, na guitarra e na voz - são os imparáveis mestres de cerimónia de 40 minutos de pura celebração da descontracção. Os culpados? Katie White, assim uma espécie de Kim Wilde depois de pedir roupas emprestadas a Debbie Harry, que não pára e até se diverte com a distorção da guitarra, mas sobretudo a dinâmica das versões ao vivo de 'We Walk', 'Fruit Machine', 'Keep Your Head', 'Be the One', e a santa trindade 'Great DJ', 'Shut Up and Let Me Go' e 'That's Not My Name'. Os Ting Tings não vieram cá para mudar o mundo da música, mas são bem capazes de deixar vários sorrisos em quem os encontrar por aí. E pensar que correram o risco de não tocar esta noite por falta de material...

Rita T. in Cotonete

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Uma Casa Portuguesa


À semelhança dos anos anteriores mas num formato maior, a programação da Casa da Música no Festival "Uma Casa Portuguesa" atinge o seu expoente na apresentação do que de melhor se faz em Portugal no meio das músicas tradicionais e de raiz portuguesa.
Um exemplo a seguir e um Festival a não perder!
Mais informações.
De Casa da Música - Uma Casa Portuguesa
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The Dead Weather



'Hang You From the Heavens' - The Dead Weather

Novo super-grupo de Jack White. Neste toca bateria, só porque sim. Também por lá anda a Alison Mosshart dos Kills. Só porque sim.
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Fanfarlo


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I met the Walrus


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Wilco no Coliseu dos Recreios





Os Wilco nunca foram (nem serão) mainstream e talvez por isso surjam como uma espécie de segredo do rock alternativo, com uma grande faixa de admiradores na manta de retalhos e gostos que é o seu país, os Estados Unidos, e o estatuto de culto em todos os outros sítios. Nesta noite com medo do Verão, não foi grande a massa de público que povoou o Coliseu dos Recreios para a estreia dos Wilco em Lisboa, factor logo notado por Jeff Tweedy nas primeiras vezes que falou com a assistência, mas o que dava a entrever ser um concerto para cumprir calendário acabou por ser uma lição de rock, simpatia e entrega do grupo de Chicago.Ao todo, os norte-americanos tocaram 24 músicas em pouco mais de duas horas de concerto, numa viagem que começou com 'Wilco (The Song)', do ainda inédito "Wilco, (The Album)", disco ao qual só voltariam com 'Bull Black Nova e com 'You Never Know', já no encore. Perante um público que desde cedo pediu músicas, Tweedy foi cedendo a espaços e ouviram-se esta noite no Coliseu hinos como 'Jesus, etc', 'Company is My Back', 'Heavy Metal Drummer', 'Hummingbird' e 'Ashes of American Flags', num alinhamento que se centrou maioritariamente nos discos "Yankee Hotel Foxtrot" (2002), "A Ghost is Born" (2004) e "Sky Blue Sky" (2007), todos eles editados na fase pós-Jay Bennett, o multi-instrumentalista que saiu do grupo no início do novo século e que faleceu recentemente, com apenas 45 anos.

Se em álbum o som dos Wilco vagueia com facilidade pelas estradas do âmago country e folk norte-americano, é no palco que o grupo eleva as suas canções para todos os lados. Desde o protagonismo sónico das guitarras nas longas sequências instrumentais, a fazer lembrar uns Sonic Youth de botas de cowboy, ao blues de execução perfeita, passando pelos crescentes emocionais que o sexteto imprime na sua relação com o instrumento. Destaque natural para Tweedy, o verdadeiro rock man, nesta noite em Lisboa sempre expansivo e incisivo nas suas piadas para o público e para a corporalidade do baterista Glenn Kotche, ele o responsável por segurar os colegas e manter o equilíbrio no devaneio eléctrico que muitos dos temas se tornam a certa altura.

Numa sala com poucas pessoas, mas apenas com fãs, torna-se fácil para uma banda encantar o público, mesmo saltando entre a electricidade de temas como 'Kamera' e 'Spiders (Kidsmoke)' para o country mais assumido de canções como 'Radio Cure' ou 'Hesitating Beauty', todas elas a serem aceites em doses iguais de entusiasmo pelo público. No final, e perante um encore de seis temas, muitos dos assistentes levantaram-se e colaram-se à beira do palco, entrando mesmo em diálogo com Tweedy, a fazer lembrar um concerto num clube e a apagar a imagem do gigante que o Coliseu dos Recreios fica a parecer com pouca gente na plateia. Talvez por isso, Tweedy tenha classificado o nosso país de «muito agradável mas confuso», ao introduzir a desilusão amorosa de 'Hate it Here'.

Fora alguns temas que ficaram de fora do alinhamento, sobretudo para os fãs mais antigos, os Wilco foram tudo o que se esperava deles nesta estreia em Lisboa.

Rita T. in Cotonete

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Cristina Branco e a modernidade


Já não é novidade para ninguém que Cristina Branco há já algum tempo se desviou dos caminhos mais ortodoxos do fado para emprestar a sua voz a outras canções e autores. Se em "Abril" já tinha feito uma homenagem sentida a Zeca Afonso, compositor capaz de saltar entre géneros sem nunca perder a espinha dorsal bem portuguesa e tradicional, no seu mais recente álbum, "Kronos", a intérprete foi buscar a nata da criação musical recente, artistas nas suas palavras «herdeiros» desse sentir do «Zeca», para compor aquele que figurará provavelmente como a casa de algumas das mais bem compostas melodias com carimbo luso deste ano. Sob o auspício do tempo, passam por "Kronos" nomes do jazz como Carlos Bica e Mário Laginha, a aura feminina de Amélia Muge com o toque tradicional dos Gaiteiros de Lisboa, o rock de Rui Veloso e o classicismo do Maestro Vitorino de Almeida, lado a lado com as 'brincadeiras' da métrica de Sérgio Godinho e a história de José Mário Branco. Nomes como provas mais que dadas do sentimento português que mesmo não estando presentes no palco do Centro Cultural de Belém (Mário Laginha, Carlos Bica e Rui Veloso estavam sentados na plateia, de acordo com indicação da cantora), estiveram em todo o momento nas palavras e na voz de Cristina Branco e na irrepreensível musicalidade de Ricardo Dias, imparável no piano e nos arranjos que tanta vida dão aos temas de "Kronos", na maneira tão moderna com que o jovem Bernardo Couto maneja a guitarra portuguesa e na inesperada incursão da electricidade na guitarra de Mário Delgado.

Entre os 24 temas que se ouviram nesta noite chuvosa em Belém, passaram na íntegra as 14 canções de "Kronos". Desde a melancolia de 'Tango', à popularidade de 'Bomba Relógio' de Sérgio Godinho, passando pela estreia com um toque especial para Lisboa de 'Eléctrico Amarelo', escrito por Rui Veloso e Carlos Tê, dois homens do norte, todos apresentados com a humildade de quem sabe que acertou em cheio por Cristina Branco. Porque é a sua voz que traz todas estas composições para a cumplicidade imediata com um público que não resiste a segui-la de perto, enquanto tira o fado dos cais e das ruas escuras e o leva para um passeio cheio de cor, pela estrada do optimismo.

E é também Cristina Branco, a perfomer, que se aproxima do piano à laia de cabaret para cantar 'Este Sítio', bem junto ao compositor João Paulo Esteves da Silva ou que se mete com os outros músicos, conforme o pendor mais insinuante das letras. Também é curioso ver como o timbre da intérprete muda quando se chega mais perto do fado clássico, mundo que a viu nascer. Quando canta Amália Rodrigues em 'Ai, Maria' ou 'Formiga Bossa Nova'. Quando fecha os olhos para nos enredar na tristeza do Fado Menor de 'Os Teus Olhos São Dois Círios' ou quase pede palmas quando dedica à capital 'Maria Lisboa', a fechar o segundo encore e o espectáculo. O voo de "Kronos" só agora começou. O de Cristina Branco já vai bem longo e cada vez mais alto.

Rita Tristany in Cotonete
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Those Dancing Days: pop imberbe



Que andarão os suecos e sobretudo as suecas a tomar que comece a explicar o nível de actividade naquele país no que toca à criação musical por terrenos baldios da pop? Algum complemento vitamínico que desperte nos músicos to be uma vontade inabalável de pegarem nos instrumentos que estiverem mais à mão e traduzirem em melodias o quotidiano sem sobressaltos dramáticos da classe média instruída?

De entre os produtos suecos de qualidade que nos têm chegado aos ouvidos nos tempos recentes, as Those Dancing Days serão um dos casos mais peculiares da maneira como a música anda a ser tratada ao largo do Mar Báltico. Talvez por serem só raparigas. Talvez porque duas delas apenas há pouco tempo se tornaram maiores de idade. Poderá ser também a recuperação e o protagonismo que dão ao velhinho orgão Hammond. Ou a maneira imberbe e saltitante com que se apresentam ao vivo. As variáveis são quase tantas como as mudanças de cortes de cabelo destas cinco ninfetas nórdicas, que começaram muito tímidas nesta estreia em Portugal, para acabarem bem calorosas e carinhosas, perante um público baixo em número, mas forte no entusiasmado.

Ainda é leve a bagagem que Linnea, Lisa, Rebecka, Mimmi e Cissi carregam desde que saltaram da Suécia para o mundo em 2007. Nela figura quase em exclusivo o longa duração de estreia, "In Our Space Hero Suits", a julgar pela noite de hoje, um disco bem manejado pelo público conhecedor que se deslocou ao Santiago Alquimista. Pop ingénua, carregada de desilusões da juventude par a par com a celebração da vida, encabeçada por bons cartões de apresentação como 'Home Sweet Home', 'Hitten', 'Run Run'e 'Dischoe', a porta de entrada no modo festa tanto da banda como da assistência. Em palco, as meninas atiram-se aos intrumentos com garra de aprendizes sem pretensões a mestres, tudo cosido pelo invulgar timbre de Linnea Jönsson, nesta noite de Alquimista um pouco aquém do que demonstra em disco. E se o nome o foram buscar aos Led Zeppelin, são os Joy Division que a guitarra de Rebecka Rolfart faz lembrar, numa ambiência retro que passa por referências óbvias como Blondie, The Go-Go's e a bateria de Maureen Tucker, com a brisa moderna e fresca das Au Revoir Simone.

Entre muitos sorrisos e a cumplicidade cândida da amizade no feminino, o quinteto demonstra uma preocupação com a apresentação ao vivo dos temas, embora a falta de clareza sonora da sala lisboeta tenha dado a sensação de excessiva semelhança entre as canções, o que não chega a aborrecer já que não dura muito um concerto das Those Dancing Days. Depois de se despedirem com 'Space Hero Suits', Linnea quase conseguiu assustar um público já solto e em grande parte masculino, ao despedir-se com bem menos de uma hora de espectáculo. O regresso traz a única cover da noite e outra ninfeta de outros campeonatos, Britney Spears e aquela que figurará provavelmente como a sua única contribuição de peso para a história da pop, o provocador 'Toxic', junto ao óbvio 'Those Dancing Days', para acabar com todos a cantar «you taste like craudberry ice cream, soft and smooth», o apetitoso refrão de 'Tasty Boys', a ressoar na memória e no paladar no caminho para casa. O lado mais instantâneo da música by Those Dancing Days numa boa estreia em Portugal.

Rita Tristany in Cotonete

(não tenho por hábito publicar as criticas que escrevo no site onde trabalho aqui no blog, mas a situação mudou nos últimos tempos)
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Palavras para quê?


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